Desarranjos Conjugais da Junta


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DESARRANJO: falta de arranjo; desordem; confusão; transtorno; avaria; incómodo; moléstia; mau governo; desperdício;

A Assussoria para os Desarranjos Conjugais funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana. Não hesite em contactar-nos.

Para grandes emergências envie-nos um email descritivo da sua situação para esta caixa postal.

Estamos perto de si. Sempre dispostos a arregaçar as mangas ou baixar as calcinhas, se fôr caso disso.


Deveres Conjugais:


I'm back, honey!
10.22.03 (3:10 am)   [edit]
:arrow: Pois que a vida tem destas coisas. Ia ali noutro dia e conheci um homem maravilhoso que me quis mostrar a tese que escreveu sobre a relação entre o sexo e a geometria descritiva do princípio do século XIX. Conversa para aqui, conversa para ali, os dias foram passando e só me apercebi que o mundo existia quando os cigarros acabaram, a água também. Confesso que não li a tese até ao fim, mas deve ser interessante. Adiante.
Começo por responder à estimada Dra Síncope. É verdade, cara camarada, o mundo está cheio de múmias. Mas a coisa contorna-se com mais uma ligadura ou outra, naquelas partes que ameaçam soltar-se do conjunto geral. A vida é feita de pequenas múmias. Quem não tem as suas? O importante é ir lendo umas teses de vez em quando para aliviar a alma. E afastar as múmias, principalmente as indecisas...



 
Sem medo!
10.12.03 (9:00 am)   [edit]
:arrow: Ou a malta é tímida, ou então o mundo dos tachos, panelas, lençóis, copos, noitadas e afins anda muito calmo... Ninguém protesta, ninguém tem dúvidas conjugais. E nem sequer é Primavera. Vá, soltem lá o que vai aí dentro...
 

Deixa cair...

10.07.03 (10:01 am)   [edit]
:arrow: De novo para a Joana (e para toda a gente que não sabe muito bem que chão pisa).
Aquilo que se sente, aquilo que mágoa cá dentro, é muito único, muito próprio de cada indivíduo, embora parte substancial da Humanidade passe volta e meia por coisas bem complicadas. (Talvez seja melhor substituir esta Humanidade pelo grupo de pessoas que pensam no que andam a fazer por estas bandas chamadas mundo).
Há dias, meses, anos, alturas, minutos, momentos, eternidades, em que as direcções não aparecem, não se sabe bem para que lado andar, nem o que fazer, nem quem amar, nem sequer quem desamar. Há um poeta português que cantou "deixa cair, aposto que não passa do chão". Depois vem o tempo da reconstrução. Um dia acorda-se e já se sabe quem é, para onde se vai, quem está, quem deixou de estar. Há que sobreviver de quando em vez para se viver bem. Nem que seja um dia.
 

Onde moram?

10.06.03 (9:36 am)   [edit]
:arrow: Diz a Joana que quer milagres. Pois. Todos queremos. E felicidade. Idem aspas.
Onde moram? Os milagres? E a felicidade? Em parte alguma? Aqui mesmo ao lado? Ou ao virar da esquina?
Não se sabe. Aliás, desconhece-se se alguém já encontrou um milagre perdido ou uma felicidade escondida, ali mesmo à mão de apanhar.
Por enquanto, a Junta pode apenas dizer que os milagres vão estando nas letras que se escrevem, nos sons que se ouvem, nos risos que não se vêem mas estão lá.
O resto é a vida. É deixá-la passar por nós com tudo o que tem. Incluindo lugares comuns como este, que por serem tão comuns são ainda mais reais.
 

O palpitar do coração!

10.05.03 (10:10 am)   [edit]
:arrow: Esta freguesia é uma surpresa, meus caros! Estava eu na esquina do supermercado, na rua perto do talho, e eis se não quando reencontro a Dra. Síncope, cara colega das muitas universidades do mundo por onde andámos. A Dra. Síncope é uma presença muito bem vinda a esta freguesia, como é, aliás, a de todos vós. Ela andará por cá mais uns tempos, mas parece que em breve vai para o Egipto estudar as relações sexuais entre múmias de classes sociais desfavorecidas. Entretanto, vai andando por aí, se a encontrarem tratem-na com toda a delicadeza.
Como podem ver, os vossos desarranjos conjugais estão em boas mãos. Por isso, escrevam, desabafem... Fui a um congresso mas já voltei, cheia de novas ideias e dicas para o fazer... o touro/ a toura da freguesia (em breve nas lojas o disco com o tema o touro/ a toura da freguesia!).
 

Histórias Paralelas - O Amor!

10.05.03 (8:16 am)   [edit]
:!: Ela chegou a correr e quase não conseguia respirar. Peguei-lhe nas mãos, devagarinho. Tremia. Estava gelada. Disse-me que já não me sabia amar. Pelo menos foi isso que ouvi. Saiu. Sentei-me de novo ao piano. Queria sair desta nota mas não consigo. Si bemol. É lindo porque é triste e convida ao amor. Não sei para onde foi. Ela e o amor. Talvez volte, daqui a pouco. Talvez.
 

Histórias Paralelas - O Desamor!

10.05.03 (8:16 am)   [edit]
:!: Subiu as escadas a correr. Dois degraus de cada vez, para ser mais rápido, para que tudo não passasse de um instante. Lá dentro, dentro da porta, uma mesma nota no piano. Ele sentado, cabeça em desatino, já sem música para nada. Ela quase não falou. Disse apenas que já não sabia amar.
Desceu as escadas a correr. Dois minutos depois estava no metro, olhava para o mundo de quem sai do emprego a caminho de casa e descobriu que tinha deixado de saber quem era.
 

Mais vale só que arranhada!

09.30.03 (2:12 am)   [edit]
«Senhora,
Tenho um grave problema. O meu marido saiu de casa para comprar cigarros, SG filtro, e nunca mais voltou, já lá vai uma semana. As minhas amigas dizem-me que ele foi visto com outras raparigas nos bares nocturnos da nossa cidade. Não sei que fazer, sinto-me sozinha e preciso de fazer qualquer coisa. Algum conselho? »
Luisa C. 09.29.03 [8:15 pm]

:arrow: Luísa! O seu caso é grave. Mas vamos por partes... incertas...
1 - Se tivesse saído de casa para comprar SG Gigante seria muito pior. SG Filtro é sinal de contenção. Tudo o que é gigante indica uma necessidade de grandeza.
2 - Veja lá, se as amigas lhe dizem que o marido anda sabe-se lá onde, é sinal que tem amigas! Uau (espero que não sejam amigas Olgas, ai cruzes onde isto já vai).
3 - Os homens são gatos selvagens. Arranham, mordem, fogem, vão comer a outros pratos, deitam-se nos colos de outras proprietárias (ilegítimas, leia-se) mas acabam sempre por voltar. Compre uma ração melhor. Por norma preferem os gourmets de salmão.
4 - Sente-se sozinha, invente! Pinte o cabelo, faça as unhas e, até quem sabe, leia um livro. Ele há-de voltar.... digo eu! (Sem qualquer responsabilidade no assunto, se ele não voltar por favor... compreenda... a malta da Junta não faz milagres... se não voltar escreva de novo).
 

Caras para que vos quero!

09.30.03 (2:04 am)   [edit]
«Antes de me aconselhar consigo gostava de ver a sua cara... podia por uma fotografia sua na página?»
Tiago Couto 09.29.03 [10:02 pm]

:arrow: Tiago querido! Infelizmente, a Junta neste momento não dispõe de fotógrafo oficial. Como deve perceber, eu não me deixo fotografar por qualquer badameco com uma maquininha digital pendurada ao pescoço. Além disso, o meu assussor de imagem (sim, porque os assussores também têm assussores, ao fim e ao cabo isto é Portugal!) não se econtra ao serviço de momento. Partiu uma perna, coitadinho do rapaz, até é engraçadito, bem feito de perninhas... Voltando ao que interessa. Não, fotografias não são para já. Mas descanse. Sou boa como o milho...
 

No despir é que está o ganho

09.30.03 (1:56 am)   [edit]
:!: Porque na Junta pensamos em si como um indivíduo com existência própria, porque na Junta não vamos em balelas género horóscopo que dá para todos e mais alguns, a Assussora (ou seja, eu!) dá início a respostas personalizadas.

«Vou-me casar em breve mas não amo o meu noivo. Acha que o virei a amar depois de casada? Para além disso nunca o vi nú, acha que é essencial?»
Dora Fernandes 09.29.03 [8:17 pm]

:arrow: [b]Queridíssima Dora:[/b]
O amor é lindo, mas não é tudo, por isso não entre em stress. Quanto à parte da nudez, isso é que já me deixa com algumas preocupações. Já imaginou se ele tem três umbigos? Ou se o peito é um relvado de futebol da terceira divisão B? Ou se tem, bem, se tem, como é que lhe hei-de explicar, se tem algum problema mais abaixo do umbigo?
Dora, dispa-o!

«É a segunda vez que venho aqui mas isto tá na mesma! Estou à espera do que se vai passar...»
Lena 09.30.03 [12:50 am]

:arrow: [b]Regra número 1 - nunca desesperar![/b]
Cara Lena! A vida é feita de esperas e de desesperos. Conjugais, reais, virtuais, blogais. Tenha calma. Obrigada pela visita. Venha sempre. Em breve tudo se vai passar na Junta. Tudo mesmo...
 

Mais vale bem acompanhado que só!

09.28.03 (10:53 am)   [edit]
:arrow: Pois é, meus amigos e minhas amigas, eis-me aqui para vos servir? O marido deu-lhe com a panela na cabeça? A esposa partiu-lhe a dentadura enquanto dormia? A irmã da sogra roubou-lhe o namorado? A amiga do seu mecânico excita-o? Não se preocupe. Esta Junta é diferente, temos a solução para quase todos os seus males.
Eis-me aqui para vos servir. Prometo confidencialidade q.b. e uns conselhitos bons para minimizar o seu actual desarranjo. Sim! Porque todos temos os nossos desarranjozitos privados! Por isso já sabe! Não fuja! Em conjunto com sua Excelência o Prusidente, faremos de si o touro/ a toura da freguesia!
 

Abriu!

09.28.03 (7:50 am)   [edit]
:arrow: Quem inventou o mundo? Deus? Não, errado! Quem fundou o nosso país? Durão Barroso? Não, errado! Quem descobriu o caminho marítimo para aqui? Vasco da Gama? Não, errado!
Isto para lhes dizer que todos os caminhos vão dar à Junta, todas as forças são aqui congregadas! A sua e a nossa em plena ebulição orgásmica? Consegue sentir? Nós não aguentamos com o prazer de o receber. A si, compatriota cibernal.
A Junta tem a honra de anunciar a abertura da primeira assussoria que trata dos [b]Desarranjos Conjugais[/b], tema tão pertinente na sociedade contemporânea. Para isso foi contratada uma Madame de renome internacional, limpinha e de nervo pontiagudo. Vejam-na. Tratem-na bem. Ela é vossa. Assim como eu.

Prusidente

[LINE]
[b]O Curriculum da praxe:[/b]

:idea: Em 1991, ingressou na Universidade de Cracóvia, onde estudou, principalmente, matemática. Depois na Universidade de Bolonha estudou grego e em Pádua Medicina. Em 1996 voltou à Polónia para recuperar material perdido numa festa monumental. Por acaso, assume as funções de cônego, disfarçada claro está, em Gdansk, exercendo medicina sensorial. Como a sua verdadeira paixão era a astronomia psicológica (não confundir com astrologia ou coisa que o valha), teve a sua atenção despertada para o planeta Marte, com quem estabeleceu contacto, de onde lhe vieram as perguntas: Por que é que as cabeças do homem se tornavam cada vez maiores, mais brilhantes, ao longo de sua trajetória amorosa? Ou cresciam, o que parecia absurdo, ou ficavam tão mais perto do chão, o que, certamente, os levava a sair dos sentidos, onde deveriam permanecer... Diante destas suas dúvidas, a AssussoraDC, com a sua tranquilidade característica, passou a estudar os pensadores mais antigos, que ousaram dar um movimento à libído, e colocar o sexo como centro do Universo. Depois de minuciosos cálculos matemáticos, ela deduziu: O prazer executa um movimento completo em torno de seu eixo. Isso explicaria o movimento de vai e vem numa relação, como as estrelas, produzindo o dia e a noite.
Novos cálculos levaram-na a atribuir ao movimento a exploração do próprio corpo. Como as suas afirmações eram contrárias a todas as Teorias até então fomentadas, que afirmavam ser o homem, e todos os seus demais desígnios, que girava em torno dela e das mulheres e não o contrário, depressa se tornou conhecida. A igreja fundamentava-se na Teoria Geocêntrica, e agia de modo bravio, contra qualquer conceito contrário a esta teoria. A Teoria Geocêntrica, dizia que o Homem era imóvel e ao seu redor girava tudo o resto. Numa transe diabólica. Durante 3 anos, a Assussora, analisando e meditando as suas próprias observações, concluiu a sua Tese. Como uma das maiores características era ser imprudente, de início, apresentou-a com todas as letras. O que lhe deu a fama que hoje lhe é característica.

Há 2 anos atrás a Assussora mudou-se para o nosso país, onde abriu um consultório multi étnico, experimental, da exploração das virtudes humanas. Numa tarde solarenga teve um acidente numa esquina onde acabou por conhecer o Prusidente. Daí para a frente tornou-se grave o conhecimento mútuo. E foi um passo até à fundação da Assussoria.

 



Conflitos e dificuldades.
Ainda que as dificuldades exteriores sejam tremendas, no interior é que se gera a desadaptação, o ódio, a vontade de fugir. Mais dramático ainda são as relações que de tanto se quebrarem perderam a vida. Mas continuam a definhar anos e anos sem grandes diferenças.
Os problemas são imensos e os desacatos incontáveis.
A Junta criou este departamento para pôr fim a isto. Assim quem desarranjou, não desarranja de novo. E se eles desarranjaram não desarranjarão até à eternidade. Não se preocupem que isto vai mudar. Isto, aquilo e o outro.
A Assussora para os Desarranjos Conjugais da Junta é uma Senhora, sabe do que se trata, tem experiência. Tem uma grande bagagem e peito para se chegar à frente.
Se desejar casar, arranjar namorado, amante, ou, simplesmente, dar uma queca, então está no local certo!
Mentirosos é que nós não somos.


Tenho chegado tarde a casa, sempre com muito para pensar!
entre mãos:
> Afinal a catanada no supermercado tratava-se de um simulacro de assassínio em local público. O jovem não mediu bem a distância e matou a infeliz empregada! Desempregando-a! #produtor da operação foi levado a tribunal, encontrado-se preso preventivamente
> Os portugueses estão a divorciar-se cada vez mais. #Nós sabemos porquê!

na junta:
> MestreCPCP:«Minha querida, escavadora fosse eu! Por mim não me cansarei enquanto não penetrar...» [mais]
> MestreCPCP:«Vieram-se-me aos olhos duas gotas de lágrimas, sr. Prusidente. As felicitações de V.Ex.ª... » [mais]
> MestreCPCP:«Eis-me chegado minhas queridas, para quem os casos perdidos não serão mais do que andares...» [mais]
> Prusidente:«De passo perdido, nos degraus da escada, abracei o Paulo Pedroso. Vinha eufórico como todos...» [mais]
> Prusidente:«Lembram-se da última coisa que fizeram antes de chegar aqui? Da última cara que...» [mais]
> MestreCPCP:«Há anos que tentam alertar contra as trevas, contra os poderes infernais, e contra todos...» [mais]
> Prusidente:«Tenho recebido emails, um deles pergunta-me qual a razão do anonimato, ao que lhe respondo...» [mais]
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